Com a palavra, os criadores Wesley Cavalcante e Glaucia Franco ( Heralds Of The King ).

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1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Nossa paixão por animais vem da infância, mas sempre tivemos cães de outras raças, o Bulldog sempre nos chamou a atenção, mas o desejo de conviver e conhecer melhor a raça aumentou depois de assistir o filme “ O dono da festa”, onde a participação de um Bulldog é hilária.

Nossa primeira Bulldog foi adquirida sem ter noção do que era um filhote com qualidade, porém foi impossível não amar a raça, e a partir dai começamos a querer saber e conhecer os detalhes da raça, viajamos para o Rio de Grande Sul , Rio de Janeiro, Interior de SP e EUA, onde obtivemos muitas informações  com outros criadores e somos gratos e então começamos a entender padrões da raça, diferenças de linhagens, fenótipo, genótipo, etc e a partir daí fizemos muitas pesquisas e procuramos definir um tipo e chegamos aos Lendários “ Cherokee Legend” e este é e será nosso foco da criação.

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

Pela manhã enquanto lava-se o canil os cães ficam em banho de sol em área gramada, utilizamos produtos de limpeza específicos de uso veterinário, depois os cães são alimentados, os adultos fazem apenas 2 refeiçoes diárias e filhotes 3 refeiçoes diárias com ração Super Premium, , utilizamos filtros de barro para água que é oferecida aos cães, e no final da tarde tem o momento de recreação de 15 a 20 min e após a última refeição do dia e eles podem dar um passeio pela grama antes de dormir.

No verão os passeios e os momentos de recreação são menores devido o calor e sempre nos horários da manhã entre 08 e 09h e a tarde entre 18h e 19h.

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Heralds of the King Dakota

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Pesquisar , pesquisar, pesquisar… procurar bons criadores, o site da Associação Brasileira do Bulldog possui diversos, pensar que o Bulldog é uma raça diferente de todas as outras que os tornam tão especiais, nós dizemos que são como crianças e estar preparado para oferecer o melhor a ele, por que eles sempre darão o melhor deles.

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

Quem já possui um Bulldog sabe que atenção, carinho , dedicação total e surpresas sempre nos fará sair da rotina, não existe rotina com Bulldog…

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Sabemos que mesmo com uma excelente genética, filhotes serão sempre uma aposta, porém a probabilidade de erros é menor quando se escolhe uma base com boa qualidade genética e isso custa caro, dedicação total, estar preparado para várias noites sem dormir quando tiver ninhadas, paciência e mesmo diante das dificuldades não desistir, pois a arte de criar se resume em AMAR.

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6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

O proprietário ideal, pergunta e pesquisa muito sobre a raça antes de adquirir, que não simplesmente goste de cães, mas que os ame incondicionalmente .

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Tem melhorado a cada dia, muitos criadores preocupados em melhorar a raça, muitos cães tem sido importado, mas a qualidade das fêmeas no Brasil ainda deixam a desejar em relação a outros países, temos que pensar que em um cruzamento a prole sempre herdará 50% da Fêmea e 50% do macho, mesmo em caráter genético de dominância e recessividade, o material genético da fêmea sempre será transmitido em uma proporção de 50%.

A medida que a qualidade das fêmeas  começarem a se equiparar a qualidade dos machos que temos no Brasil a criação Nacional poderá alcançar níveis de destaque em Exposições de âmbito Internacional.

Cherokee Legend Michelangelo... in "Heralds Of The King"

Cherokee Legend Michelangelo…
in “Heralds Of The King”

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim, com certeza, existem muitas importações no Brasil, trazidos com o objetivo de melhorar a qualidade da criação em nosso pais, pois embora seja um tanto burocrático as importações, não são tão difíceis.

Cherokee Legend Ursula

Cherokee Legend Ursula

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Existem algumas boas exposições no Brasil, mas infelizmente os clubes em sua grande maioria não se preocupam com os cães, no verão as exposições são em lugares muito quente, sem infraestrutura para acampar cães como Bulldogs . Em relação aos juízes,existem ótimos juízes, juízes políticos, e os que entendem muito pouco ou nada da raça, mas já tivemos exposições com alguns que já julgaram a Nacional de Bulldogs nos EUA.

10 – QUAL A SUA MAIOR FELICIDADE COMO CRIADOR?

A própria felicidade que eles nos proporcionam, felicidade tal , que independe da circunstância ou momento em que estamos vivendo,  para eles não existe dia triste , o amor que eles nos oferecem é tudo!!

Javary Neptune Olaf

Javary Neptune Olaf

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Mudanças sempre veem com o objetivo de melhorar, mas sempre dizemos, que genética é uma” caixa de surpresas”.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Tipicidade, bom temperamento e alegria sempre. Muito me agrada Bulldogs com linda cabeça, bela mandíbula, boa ossatura, compacto sem exageros e se movimentar bem!

Javary Neptune Olaf

Exact Classic Vida Guerra

Para saber mais sobre o Heralds Of The King acesse o site www.heraldoftheking.com.br.

Fanpage Heralds Of The King

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Com a palavra, o Criador Carlos Albuquerque (Javary)

 

1 – PORQUE O BULLDOG E COMO TUDO COMEÇOU?

Desde criança ficava fascinado lendo os livros sobre cães e as enciclopédias sobre todas as raças. Claro que o Bulldog era a que me chamava mais a atenção. A paixão pela raça não tem muita explicação, se você gosta, parece que tem um imã te atraindo. Mas tentando explicar em poucas palavras: é uma raça de aparência singular e um temperamento fabuloso.

Em 1998, resolvi comprar meu primeiro Bulldog e fiz o dever de casa antes, pois encomendei no site da Amazon, uns 10 livros… Ou seja, li muito, antes de efetivamente ter meu primeiro Bulldog. Entre estes livros está um bem completo, que consulto até hoje e recomendo, chamado “The Book of The Bulldog” (de: Joan McDonald Brearley). Já sobre genética, minha indicação é o livro “Practical Genetics for Dog Breeders” (de: Malcolm B.
Willis).

2 – QUAL A ROTINA DO CANIL?

A primeira tarefa, por volta das 7h, é a limpeza do Canil e enquanto isso os cães são soltos. Depois há a inspeção de cada animal, quando são escovados, limpos e, se necessário, medicados. No período de 11h da manhã até umas 15h, há um cuidado maior para que eles estejam protegidos do calor que normalmente faz neste horário. Ou seja, eles ficam no Canil, a menos que o dia esteja fresco ou nublado.

Depois eles são soltos novamente e alguns que precisam de mais exercício, passeiam na guia, mas são passeios curtos de 10 a 15 minutos. Isto porquê o passeio na guia exige mais preparo físico do cão. Já quando estão soltos, boa parte do tempo eles ficam descansando…

Todos meus Bulldogs se dão bem, mas procuro não soltá-los todos juntos, pois aí a brincadeira pode ficar muito agitada e sempre tem um que extrapola. Então solto em pequenos grupos, em passeadores diferentes. É fundamental sempre estar de olho, pois qualquer exagero na brincadeira, pode ser perigoso.

A refeição dos adultos é feita em torno das 16h e se a temperatura estiver agradável, vou revezando eles soltos até umas 20h ou 21h. Em resumo: mesmo vivendo em Canil, deixo eles muito tempo soltos, mas com responsabilidade e no menor sinal de cansaço, coloco-os no Canil individual para baixarem a temperatura corporal e recuperarem o fôlego. Tento ao máximo que eles se divirtam ao longo do dia, sem aquele aspecto de Canil que aprisiona os cães. Evito também ter mais de 12 cães para justamente poder dar atenção a todos.

3 – QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA QUEM ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM BULLDOG?

Primeiro estude sobre a raça e veja se ela é adequada para seu estilo de vida. Como qualquer cão estamos falando de um amigo para toda a vida e não só nos primeiros meses quando ele é um filhotinho engraçadinho. Para quem realmente ama a raça, todas as fases do crescimento até a velhice serão legais de acompanhar, com calma, sem pressa.

Falando em calma, acho que o maior inimigo na hora da compra de um filhote é a ansiedade. Sei que é difícil contê-la, pois estamos lidando com a emoção, mas como sempre falo aqui no BullBlog, pesquise bastante e não se afobe. Há Bulldogs e Bulldogs e infelizmente recebo muitas ligações de pessoas que tiveram experiências ruins com a raça, pois compraram seus cães em Pet Shops ou no primeiro Canil que visitaram.

Muita gente também fala que não faz questão que o cão tenha um excelente pedigree ou seja filho de importados ou campeões, pois “querem apenas um Bulldog para companhia”, mas tento explicar a importância de um Bulldog de qualidade, mesmo que custe um pouco mais caro. Até quem não pensa em colocar seu cão em exposição, deve adquirir um Bulldog de qualidade, que obedeça ao trinômio: Beleza, Boa Saúde e Bom Temperamento. E é isso que procuramos oferecer aos nossos clientes, em razão da linhagem dos nossos cães. O proprietário de um Bulldog, infelizmente, nem sempre pensa nisso quando compra um filhotinho por impulso, mas os problemas gerados por uma compra errada irão inevitavelmente aparecer. Por isso, sempre recomendo pesquisar bem antes sobre o Canil, a linhagem, a saúde e temperamento dos cães e só por último, o preço.

É triste mais muita gente compra “gato por lebre” e como há um certo “modismo” da raça, são comuns casos vistos na Internet, que englobam desde problemas estéticos (cães fora do padrão) até de temperamento (cães agressivos) ou excessivamente agitados. E um outro problema que vem se tornando comum é a saúde frágil de muitos Bulldogs, que acabam por rotular a raça como problemática. O Bulldog quando bem selecionado não tem que viver indo ao veterinário.

Enfim, quando não tenho filhotes disponíveis, aconselho o futuro proprietário a procurar outros criadores sérios que possam ter filhotes naquele momento. E se o proprietário, ainda assim, não encontrar filhotes de origem confiável, sugiro esperar e adiar o sonho de ter um Bulldog por mais alguns meses, para que este sonho não vire um pesadelo.

4 – QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS PARA AQUELES QUE JÁ SÃO PROPRIETÁRIOS?

A principal dica é sempre muito cuidado com o calor. Muitas pessoas subestimam este perigo até passarem por um susto ou até mesmo perderem seus cães. Passeios só devem acontecer nos horários mais frescos, como de manhã cedo, final da tarde ou a noite.

Passeio com Bulldog também deve ser sempre de curta duração. Aprenda a observar os limites do seu Bulldog e a conhecer sua respiração.

Também é importante uma ração de qualidade para a boa saúde do cão e de preferência um piso áspero, nos primeiros meses de vida.

No mais, socialize seu filhote desde cedo e isso evitará que ele tenha traumas ou seja tímido em determinadas situações. Um filhote de Bulldog socializado será um adulto mais feliz.

5 – E PARA AQUELES QUE PENSAM EM COMEÇAR A CRIAR?

Tem que gostar muito e privar-se de algumas coisas em prol dos Bulldogs. Já vi pessoas que adoram a raça desistirem após a primeira ninhada. Tudo é muito trabalhoso na hora da reprodução e cuidado com os filhotinhos, então sugiro que o futuro criador pergunte bastante a algum criador mais experiente e veja, se ainda assim deseja se tornar um.

Por sinal, nos EUA é muito comum o criador iniciante ter um “mentor”, para lhe ensinar “o caminho das pedras”. Eu também tive boas ajudas quando comecei a criar e por isso sempre procuro ajudar os iniciantes.

Além disso, procure seguir uma linhagem que mais lhe agrada e não siga modismos. Se você está começando e tem apenas uma fêmea, pode ser uma boa idéia contratar o serviço de um padreador, mas procure vê-lo ao vivo e se informar sobre o que ele já produziu. Não confie em propagandas, pois muitas são enganosas…

6 – QUAL O PERFIL DO PROPRIETÁRIO IDEAL?

Vejo o proprietário ideal como alguém mais calmo e caseiro. Bulldogs não são exatamente atletas…muito pelo contrário. O Bulldog é um cão excelente tanto para pessoas que vivem sozinhas, como casais jovens e famílias. O Bulldog gosta de pessoas e de atenção. Se dermos, digamos, um pouco de carinho, diariamente, o Bulldog devolverá em triplo!

Vejo o Bulldog, como um cão ideal para quem mora em apartamentos, pois ele não exige muito espaço. O Bulldog também raramente late e é um cão bastante limpo, fatos que reforçam sua aptidão a vida em apartamentos. E pelo estilo de vida moderno, em que as pessoas não param muito em casa, creio que outra grande vantagem é o fato de seus passeios serem curtos, sem tomar muito tempo. Aconselho de 2 a 3 passeios diários, naquela faixa de 15 minutinhos, para cada passeio.

7 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PLANTEL NACIONAL?

Tem melhorado de forma espantosa, mas há ainda um longo caminho pela frente.

A Exposição Nacional da ABRABULL mostra bem esta evolução, pois já tivemos sete nacionais e a cada ano, aumenta a quantidade e a qualidade dos cães.

Acompanho de perto a maior Cinofilia do mundo que é a Americana, e temos melhorado com a importação de cães de boa linhagem daquele país. Meu plantel mesmo é todo baseado em cães que importei dos Estados Unidos. Foram mais de 10 Bulldogs que trouxe dos EUA, desde 2004.

No meu plantel trabalho com uma linhagem bem saudável e típica, por isso já não vejo tanta necessidade de importar a todo momento, mas evidentemente que qualquer cão que venha a somar em qualidade, será bem vindo.

No geral, de três anos pra cá houve um “boom” de importações. Claro que algumas são equivocadas, pois são feitas por iniciantes, mas este é o preço do aprendizado… Para quem deseja importar um Bulldog, sugiro que o faça sem afobação ou deslumbramento, pois “grifes” famosas (Canis de renome) não garantem nada.

8 – AINDA SOMOS UM PAÍS IMPORTADOR DE BULLDOGS? SIM / NÃO E PORQUÊ?

Sim, sem dúvidas. Como já disse esta importação na maioria das vezes é benéfica, mas há que se analisar o fenômeno com calma. Como dito antes, nem todos que importaram, acertaram e isso traz prejuízos a criação brasileira, até porquê o criador que importou errado, muitas vezes por orgulho ou por desconhecimento mesmo da raça, insiste em usar o cão como reprodutor e isso representa um passo atrás em relação aos que estão melhorando o plantel nacional. Infelizmente há alguns criadores que são conhecidos por serem importadores compulsivos de cães, mas quando vamos pensar no que eles criaram até hoje… fica uma lacuna em branco.

Quando comecei a criação, há cerca de 10 anos, havia o mito de que criadores estrangeiros não enviavam bons cães para o Brasil, por sermos terceiro mundo…etc.

Claro que isso já caiu por terra, até porquê, aos poucos, começamos a ser respeitados lá fora. O que existem são aventureiros, que sempre existirão, que continuam sem saber comprar e que aceitam qualquer cão, só pelo “glamour” da importação. Esses caras infelizmente levam uma imagem negativa do Brasil para o exterior.

Já existem bons machos importados no Brasil, então minha sugestão é usarmos mais estes cães, fazendo um intercâmbio maior entre criadores, deixando um pouco o orgulho de lado.

O resultado tende a aparecer se o trabalho for bem feito. Hoje, felizmente já exporto mais cães do que importo. E mando cães de pista para EUA, Canadá, Argentina, etc., com o intuito de representarem bem a Cinofilia brasileira lá fora.

9 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS EXPOSIÇÕES NO BRASIL E A QUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS?

Acho que, assim como a influência altamente benéfica dos Bulldogs dos EUA, teríamos também a ganhar se seguíssemos mais o modelo das exposições de lá, onde se julgam 3 mil cães a partir das 8h da manhã e o Best in Show é tirado as 16h, ou seja, sem ficar algo cansativo para cães, expositores e público em geral.

Mas estamos no caminho certo. Se pudesse sugerir algo seria diminuir a quantidade de exposições, para tentarmos aumentar a qualidade do espetáculo.

Nosso quadro de árbitros é muito bom, de um modo geral, e inclui gente envolvida com Cinofilia há anos. Porém, como criador de Bulldog, ainda vejo poucos realmente íntimos e profundos conhecedores da nossa raça. Creio que os juízes estão evoluindo no conhecimento sobre o Bulldog, junto com a melhora do plantel brasileiro, pois isso passa a exigir mais deles. Nas décadas passadas era normal ver um Bulldog de orelha em pé, ou outro excessivamente prognata ou então pernalta, então julgar era bem mais fácil. Hoje se vê uma qualidade bem maior e poucos Bulldogs com defeitos tão gritantes, então o foco do julgamento vai para os detalhes e para o conhecimento mais técnico.

10 – QUAL A SUA MAIOR FELICIDADE COMO CRIADOR?

Sem dúvida é criar. Parece óbvio mas não é. Há criadores que na verdade são meros expositores, pois só querem ganhar a qualquer custo, então vivem atrás de comprar o Bulldog para a campanha do próximo ano e o tratam como uma “máquina”, ao meu ver sem se preocuparem muito com o bem estar do animal. O verdadeiro criador busca produzir com qualidade e aí sim, expor o cão.

A cada ninhada que temos, planejamos ficar ao menos com um filhote, ou seja, a venda de filhotes é uma consequência normal, mas não a prioridade. E cada nova ninhada é uma esperança renovada de que estará ali o próximo campeão Javary.

Para nós, nada se compara ao orgulho que sentimos quando nosso querido Javary The Thing (Jake) venceu a Classe Aberta Macho na Nacional Americana de 2009. Um feito inédito para o Brasil. Felicidade que revivemos quando o Jake se tornou, em junho deste ano, o primeiro Bulldog nascido no Brasil a se sagrar Campeão Americano.

Pode haver felicidade maior que essa? É a recompensa do trabalho árduo, mas extremamente prazeroso. Tudo que se faz com amor e talento gera frutos.

Mais recentemente, também tivemos a alegria de receber o convite da autora americana Sra. Muriel Lee, para escrever um capítulo de seu próximo livro da série Kennel Club Classics, que contará sobre a História do Bulldog ao redor do mundo. São fatos como este que nos dão um grande incentivo.

11 – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE AS ALTERAÇÕES NO PADRÃO DA RAÇA?

Não creio que são mudanças radicais e o criador sério, há muito tempo já seleciona seu plantel baseado também na saúde. Como falei no começo da entrevista, o Bulldog que produzimos tem que buscar Beleza, Saúde e Temperamento.

Um Bulldog que seja só bonito, mas que respire muito mal ou seja agressivo, por exemplo, não pode de maneira alguma reproduzir.

E há inúmeros Bulldogs com excelente tipicidade, que são muito saudáveis, ou seja, não vejo que uma coisa exclua a outra. Mas é preciso critério e bom senso na criação, como em tudo na vida.

12 – O QUE NÃO PODE FALTAR NUM BULLDOG?

Acho que o bom Bulldog é aquele equilibrado e proporcional, sem que uma característica se sobressaia. Observar um Bulldog que movimente bem é um indício de que se trata de um cão equilibrado e correto. Acho que além da boa saúde e temperamento amigável e tranquilo, como já comentamos, o Bulldog ideal deve ter linhas harmônicas, com bons aprumos, bem angulado, uma linha de dorso correta, volume típico da raça, uma bela cabeça e para completar, a “cereja no bolo” que é uma movimentação perfeita.

Para finalizar, quero parabenizar o BullBlog, agradecer ao amigo Gilberto Medeiros pela iniciativa de entrevistar a nós criadores e agradecer a honra de abrir esta série de entrevistas, que sem dúvida será muito útil e esclarecedora. Já estou curioso para ler as opiniões dos próximos convidados.

Criadores conscientes são ainda minoria, mas temos o dever de divulgar ao máximo a importância de se criar pensando no bem da raça. Além das alegrias que as exposições nos trazem, cabe ressaltar que para mim, uma outra grande felicidade é ver nossos clientes, felizes ao lado de seus Bulldogs, realizando aquele que, muitas vezes, é um sonho de uma vida toda.

http://www.javary.com.br

História da Foto

Desejo um maravilhoso 2010 a todos e vamos a mais uma História da foto.

A foto em questão levou 6 anos para ser feita. Muito tempo para se fazer uma foto não é?

Mas o que levou 6 anos foi a oportunidade para fotografar este cão.

O nome dele é Mini Cooper, importando dos USA e ganhador da primeira nacional ABRABULL em 2004.

Na ocasião fiquei muito contente com a qualidade dos cães que participaram e esse cão em particular me alegrou muito.

Eu estava na organização do evento e a pedido do proprietário acabei por fotografá-lo no podium, junto ao seu handler e ao árbitro do evento.

A minha foto feita no evento ilustrou a capa de uma revista especiliazada na raça, mas o que eu queria mesmo era fotografar esse belo cão sem pressa e dando a ele a chance de mostrar todas as suas qualidades sem o stresse do ambiente de exposições, onde circulam muitas pessoas.

Os anos se passaram e apesar dele seguir competindo não tive a oportunidade de fotografá-lo mas até que ele se aposentou das exposições e ficou apenas como reprodutor do canil.

Nesse mês de Janeiro fui contratado por 3 canis de Bulldog, do Rio de Janeiro, para fotografar seus respectivos planteis. Um dos canis é do proprietário do ainda belo Bulldog Mini Cooper. Pensei comigo, antes tarde do que nunca.

Os anos  passaram e ambos envelhecemos, mas para nossos amigos a proporção de envelhecimento é maior. Em média cada ano de vida deles é como 7 anos para os humanos.

Sendo assim ele já estaria próximo aos 10 anos e realmente eu não sabia o que encontraria. A idade em alguns cães pesa bastante. Mas como diz o ditado, quem foi Rei sempre mantém a Majestade.

Foi algo muito legal fazer uma foto tão esperada e mais gratificante ainda poder retratar um Bulldog de idade tão avançada mantendo uma imponêcia e beleza que faz jus ao seu passado glorioso.

Obrigado a Carlos Albuquerque do Canil Javary, proprietário do Cooper, pela oportunidade em fotografá-lo e a atenção de vocês na leitura desta matéria..

Em breve mais fotos com História.

Bibbo Camargo – www.arteanimal.com.br

(41) 3364 8254 – 91943052

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